Quando o Apple Music foi anunciado, provavelmente o pessoal do Spotify ficou bastante preocupado. A proposta era muito tentadora, um produto nativo no iOS, para um público enorme que representava naquele momento grande parte do público-alvo do Spotify, some os três meses gratuitos de testes e… muitos analistas previam o final do reinado.

Bom, mas a história demonstrou totalmente o contrário, segundo Jonathan Forster, executivo do Spotify, desde a chegada do Apple Music eles passaram a crescer de forma ainda mais acelerada. Incrível não?

Minha opinião será bastante pessoal, mas acredito que parte desse crescimento se deve a dois fatores, curiosidade e pisada de bola da Apple. O Apple Music esteve longe de ser perfeito no início, muito confuso e com uma interface bastante ruim em usabilidade.

Hoje em dia podemos analisar e ver que há espaço para ambos os serviços, o Spotify foi um dos grandes impulsionadores dos serviços de música por assinatura, já o Apple Music tem o grande apelo de ser mais um produto dentro do ecossistema.

Numa entrevista recente à Reuters, Forster disse:
“É ótimo que a Apple esteja no jogo. Eles definitivamente estão elevando o uso do streaming. É difícil construir um mercado sozinhos. […] Desde o início do Apple Music nós estamos crescendo mais rapidamente e conquistando mais usuários que antes.”

O que não ficou claro durante a entrevista é se esse número de usuários crescente é o de gratuitos ou pagos, lembrando claro que o Spotify oferece um plano gratuito com presença de publicidade.

O Spotify afirma possuir um total de 100 milhões de usuários, sendo 30% usuários pagos, de acordo com o último informe de março deste ano. A modo de comparação podemos citar os números da maçã, que confirma 13 milhões de assinantes pagos no momento.

Ao parecer a Apple vem ajudando o mercado da música por assinatura a crescer como um todo. Neste cenário ganhamos todos, com empresas disputando a preferência da clientela e os usuários beneficiados por serviços cada vez melhores.

Qual sua preferência?

Um abraço, até já.

7 COMENTÁRIOS

  1. Eu costumava baixar músicas ilegalmente na internet. Quando comecei a usar os produtos apple eu vi que o processo para ouvir músicas ilegais nos aparelhos é um pouco estressante (baixa no pc, coloca aqui e vai lá – desisto). Além de todo este processo, hoje vejo que esta é a maneira correta de se fazer, pagar pelo conteúdo que você deseja ouvir, e não baixar ilegalmente. Usei o período grátis de ambas plataformas (Spotify e Apple Music): no fim, optei pelo Spotify, além de ser muito mais fácil de manusear, a Apple Music ainda não oferece os planos em dinheiro brasileiro. Com essa grande oscilação no valor do dólar, o sistema da apple não me encheu os olhos pois poderia ficar mais caro no final do mês. Hoje apenas uso o spotify e recomendo!

  2. Diego, no seu inteligente comentário sobre as músicas eruditas, eu como assinante do Spotify, acrescento no caso das populares vários erros nos nomes da músicas ex. A vizinha do lado (está LAGO), Cavalo do Cão está Coa e nos nomes dos artistas você passa a ter dois quando na verdade é só um, porque o dito cujo ao longo da carreira mudou de nome, ex Sandra Sá – de Sá , Eduardo e Duardo Dusek e por ai vai…

  3. Na verdade, o ideal com relação ao primeiro item 4 seria a existência de rádios dentro do aplicativo especializadas em estilos de época, instrumentos, compositores… Tal qual já existe no “Calm Radio”.

  4. Eu não largo o meu Deezer.
    Sinceramente, não entendo porque se fala tão pouco dele, o motivo dessa polarização apenas entre spotify x apple music.

    Para mim, amante de música erudita, todos os serviços tem os mesmos defeitos:
    1- não trazer o encarte dos álbuns;
    2- muitas vezes omitir dados ESSENCIAIS como nome do compositor/intérprete/regente/orquestra/solista;
    3- por conseguinte, a busca por esses critérios fica prejudicada;
    4- falta uma busca por instrumento ou por estilo de época – por exemplo, música barroca, renascentista, cravo, violão, viola da gamba etc etc etc;
    4- quando são baixados muitos álbuns para ouvi-los offline, faz falta poder organizá-los por pastas;
    5- pra piorar, por vezes, até o nome da faixa fica incompleto, por ser muito grande.

    • Fala Diego, tudo bem?
      Se tu acompanhas o blog saberás que sou usuário Deezer de longa data, cancelei quando mudei de país (eu ganhava no plano da operadora), testei Apple Music 3 meses, não curti, passei a usar o Spotify grátis e YouTube para ouvir músicas nesse momento.

      Enfim, também gosto muito do Deezer, o fato de existir um “Spotify vs Apple Music” é pelo simples fato de estar falando do serviço da Apple (ecossistema, nativo) vs. o líder do mercado. Somente por isso.

      Um abraço, até já.

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